Poker no jogo de poder: Ronaldo, FFU e a suspeita cartada escondida
Cade questiona vínculo não declarado entre administrador do condomínio e holding do Fenômeno
O tabuleiro do futebol brasileiro tem peças que se movem em silêncio - e o Cade acaba de pedir explicações sobre uma jogada suspeita. O conselho antitruste quer saber por que Gabriel Lima, administrador do condomínio da FFU, não declarou seu vínculo com a ODDZ Network, holding de Ronaldo Fenômeno, na documentação oficial. O timing é revelador: a medida veio após denúncias da Anaf e Fenapaf, mostrando que o problema ultrapassa as brigas clubísticas. Lima, ex-CEO do Cruzeiro e com passagem pela Octagon (agora parte da ODDZ), administra o dinheiro dos clubes da FFU - sem que estes possam removê-lo, pois a SME, investidora do bloco, detém esse poder. O executivo alega transparência prévia, mas a questão central permanece: por que esse elo estratégico não constava nos papéis oficiais do negócio? Enquanto aguardam a resposta até 11/9, os clubes da FFU podem estar reféns de um jogo maior - onde Ronaldo e seus parceiros parecem ter segurando um ás na manga.