Polícia de SP promove coleta de DNA para localizar desaparecidos
Ação na Praça da Sé marca Dia das Pessoas Desaparecidas e busca ampliar identificação de casos.
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
A Polícia Civil e Científica de São Paulo realizará neste domingo (30) uma ação de coleta de DNA na Praça da Sé, das 10h às 12h, para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas. A iniciativa, que marca o Dia das Pessoas Desaparecidas, visa ampliar as chances de identificar e reconectar famílias que aguardam há anos por respostas. Até julho de 2026, mais de 14 mil pessoas desaparecidas foram localizadas pela Polícia, enquanto cerca de 12 mil novos casos foram registrados. Familiares de desaparecidos há 30 dias ou mais podem participar, apresentando documento de identificação com foto e o boletim de ocorrência. As amostras coletadas serão analisadas pelo Núcleo de Biologia e Bioquímica da Polícia Científica e inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos, onde serão cruzadas com dados de cadáveres não identificados e outros registros. Para quem não puder comparecer à Praça da Sé, a coleta também está disponível nos IMLs do estado, mediante agendamento.
A ação de coleta de DNA em São Paulo não é apenas um evento simbólico no Dia das Pessoas Desaparecidas, mas uma resposta estratégica à crescente pressão sobre a eficiência do sistema de segurança pública. Com mais de 12 mil novos casos de desaparecimentos registrados apenas até julho de 2026, a Polícia busca demonstrar capacidade de resposta rápida e eficaz, especialmente diante das críticas sobre a lentidão na identificação de corpos não identificados. O Banco Nacional de Perfis Genéticos, central na iniciativa, é uma ferramenta crucial para reduzir o acúmulo de casos antigos e aliviar a tensão das famílias que aguardam respostas. No entanto, o timing da ação também coincide com um período de maior visibilidade política, sugerindo que a iniciativa pode ter sido planejada para reforçar a imagem da gestão atual em meio a debates sobre segurança pública. Além disso, ao promover a coleta em um espaço público como a Praça da Sé, a Polícia busca aumentar a adesão e gerar impacto midiático, enquanto oferece uma alternativa menos burocrática nos IMLs para quem não puder participar presencialmente.