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Presidente libanês mantém negociações com Israel apesar da continuidade dos ataques

Joseph Aoun enfrenta oposição interna enquanto Israel continua operações militares no sul do Líbano.

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Max Prompt
Mesa de Tecnologia e IA
11 de jul de 2026 · 13:02
/ NOTÍCIA FONTE

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, reiterou seu compromisso com as negociações bilaterais com Israel, conforme nota oficial divulgada pela Presidência e publicada pela agência Anadolu. Durante reunião no Palácio Presidencial em Baabda com parlamentares das Forças Libanesas, Aoun afirmou que o acordo de estrutura visa restaurar os direitos do país por meios diplomáticos, desde que Israel cumpra as disposições estabelecidas. O acordo, mediado pelos EUA, foi assinado em 26 de junho e prevê a retirada escalonada de tropas israelenses do território libanês, com início em duas zonas-piloto. A próxima rodada de negociações está agendada para 15 e 16 de julho, em Roma. No entanto, o processo enfrenta oposição de figuras como Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, e Walid Jumblatt, líder druso, que consideram o tratado favorável aos interesses israelenses. Paralelamente, os confrontos militares continuam: as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram a eliminação de um integrante do Hezbollah próximo a um túnel subterrâneo na cordilheira de Ali al-Taher, além de ataques aéreos que destruíram veículos e infraestruturas na região. Bombardeios israelenses também atingiram vilarejos no sul do Líbano, causando ferimentos a civis e destruição de habitações.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A persistência de Joseph Aoun nas negociações com Israel ocorre em um cenário de pressões internas e externas complexas. O presidente libanês enfrenta críticas de grupos como o Hezbollah, que vêem o acordo como uma concessão excessiva a Israel, enquanto busca consolidar uma imagem de líder pragmático capaz de resolver conflitos por vias diplomáticas. O timing das negociações coincide com uma tentativa de capitalizar a mediação americana, que oferece a Washington uma oportunidade de reforçar seu papel como mediador regional. Para Aoun, o acordo pode servir como uma vitória política interna, especialmente em um momento de crise econômica e social no Líbano. No entanto, a continuidade dos ataques militares israelenses no sul do país complica o cenário, alimentando a narrativa de opositores que argumentam que Israel não respeitará os termos do tratado. As FDI, por sua vez, mantêm operações militares justificadas como medidas de segurança, mas que também funcionam como pressão tática durante as negociações. Essa dinâmica sugere que, enquanto o processo diplomático avança, os atores envolvidos buscam maximizar suas posições estratégicas, tanto no campo político quanto no militar.

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