PRF apreende 1,3 tonelada de drogas em operações no oeste do Paraná
Ações em Alto Paraíso, Guaíra e Terra Roxa interceptaram carregamentos de maconha, skunk e haxixe em rotas estratégicas
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.294,9 quilos de drogas em operações realizadas nos dias 22 e 23 de junho em três municípios do oeste paranaense. As ações ocorreram em Alto Paraíso, Guaíra e Terra Roxa, cidades estratégicas na rota de fronteira com o Paraguai. Em Alto Paraíso, na BR-487, foi interceptado um Jeep Renegade com 811,9 kg de maconha, utilizando placas clonadas de um veículo furtado em Umuarama. O motorista, de 29 anos, foi preso em flagrante. Em Guaíra, na BR-272, um condutor abandonou o veículo após perseguição, deixando 269 kg de maconha. Já em Terra Roxa, uma Toyota Hilux com adulterações foi apreendida, levando à prisão de um homem de 38 anos. Na terça-feira (23), ainda em Guaíra, um Ford Ka transportando 207,2 kg de maconha, 2,75 kg de skunk e 4,05 kg de haxixe foi interceptado. O motorista danificou seu celular para dificultar investigações e foi encaminhado à Polícia Federal, acusado de tráfico e organização criminosa.
As apreensões ocorrem em um momento de aumento da pressão federal sobre rotas do narcotráfico na tríplice fronteira, onde o oeste paranaense serve como corredor para escoamento de drogas provenientes do Paraguai. Guaíra, situada a apenas 30 km da fronteira, e Terra Roxa, na rota para São Paulo, são pontos críticos nesse fluxo. A BR-487, onde ocorreu a maior apreensão, liga o noroeste do estado ao porto de Paranaguá, indicando possível tentativa de exportação. A reincidência de veículos com placas clonadas ou adulteradas revela um padrão operacional das organizações criminosas na região. A atuação conjunta da PRF com Polícia Civil e Federal sugere uma estratégia integrada de repressão, coincidindo com o período pré-eleições municipais, quando tradicionalmente há intensificação de operações de segurança. O volume apreendido - superior a 1,2 tonelada - impacta diretamente o financiamento de facções que atuam no contrabando fronteiriço, atividade que compete com o agronegócio como principal vetor econômico informal na região.