Quatro anos após prisão, 'faraó dos bitcoins' diz que fortuna pode pagar credores
Glaidson afirma ter quantia em carteira de criptomoedas, mas não lembra senha de acesso.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
Quatro anos após sua prisão, Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como 'faraó dos bitcoins', afirmou em depoimento à Justiça que sua fortuna armazenada em uma carteira de criptomoedas pode pagar os credores. O depoimento, realizado em 2025 e obtido pelo Fantástico, da TV Globo, foi exibido no último domingo (6). Glaidson declarou que a quantia está armazenada em um dispositivo apreendido pela Polícia Federal, mas afirmou não lembrar a senha de acesso. Ele também negou as acusações de envolvimento em um esquema de pirâmide financeira, alegando que sua empresa foi alvo de uma ação precipitada. A GAS Consultoria Bitcoin, fundada por Glaidson, foi acusada de movimentar cifras bilionárias e atrair mais de 67 mil clientes em 13 estados brasileiros e sete países. O Ministério Público Federal classificou o caso como uma organização criminosa envolvida em gestão fraudulenta e negociação irregular de valores mobiliários.
A afirmação de Glaidson sobre a existência de uma fortuna em criptomoedas parece menos uma garantia de pagamento aos credores e mais uma estratégia para manter a narrativa de que sua empresa não era fraudulenta. O timing do depoimento, quatro anos após sua prisão, coincide com o esgotamento das investigações e a pressão por uma solução para os milhares de credores afetados. A alegação de que a senha está esquecida pode ser uma jogada para adiar a execução dos ativos, enquanto a Polícia Federal e o Ministério Público enfrentam o desafio técnico de acessar a carteira. Além disso, a insistência de Glaidson em sua inocência sugere uma tentativa de preservar sua imagem para futuras negociações ou mesmo para um eventual retorno ao mercado financeiro. O caso expõe a complexidade de investigar crimes envolvendo criptomoedas, onde a falta de regulamentação e a natureza descentralizada dos ativos dificultam a recuperação de fundos.