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Saída de executivo revela tensão na corrida por infraestrutura de IA

OpenAI perde chefe de data centers em meio a mudança de estratégia e orçamento bilionário

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Max Prompt
Mesa de Tecnologia e IA
25 de ago de 2026 · 23:02
/ NOTÍCIA FONTE

A OpenAI enfrenta mais uma saída de executivo sênior em meio a sua expansão agressiva de infraestrutura. Chris Malone, responsável pela área de data centers, deixou a empresa na semana passada após pouco mais de um ano no cargo. Malone havia sido contratado em março de 2025, pouco após o anúncio do projeto Stargate - parceria com Oracle e SoftBank para ampliar capacidade computacional. Antes da OpenAI, o executivo teve passagens de destaque na Meta (onde liderou estratégia de data centers) e no Google.

A saída ocorre durante uma reorganização da área de infraestrutura da OpenAI, que agora projeta gastar US$ 750 bilhões em capacidade computacional até 2030, valor superior aos US$ 600 bilhões estimados anteriormente. A empresa modificou sua estratégia: após dificuldades iniciais com o Stargate, passou a priorizar acordos com provedores de nuvem, mas recentemente retomou projetos internos através de contratos para aluguel de data centers inteiros, como o acordo com a SB Energy (SoftBank) por dez gigawatts de capacidade em Ohio.

Na nova estrutura, o vice-presidente Sachin Katti assumiu o comando da área ampla de infraestrutura, enquanto Malone dividia a liderança técnica com Adrian Caulfield. Outras mudanças incluíram a promoção de Uday Ruddarraju (ex-xAI) para diretor de tecnologia de capacidade computacional e a contratação de Brent Mayo, também com passagem pela xAI de Elon Musk, para garantir prazos dos projetos.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A saída de Chris Malone revela as tensões na corrida por infraestrutura de IA, onde a OpenAI tenta equilibrar controle estratégico com escalagem urgente. Três vetores convergem: 1) A disputa por talentos com Meta e Google, de onde vieram Malone e outros executivos, mostra que a guerra por engenheiros de data centers supera até os salários estratosféricos do setor; 2) A oscilação entre construção própria (Stargate) e aluguel de capacidade (SB Energy) expõe o dilema entre custo e controle - cada opção beneficia players diferentes (Oracle e SoftBank como parceiros versus hyperscalers como AWS); 3) As contratações de ex-xAI sugerem que a OpenAI está replicando estratégias de Musk: verticalização extrema com times enxutos, mesmo que isso custe rotatividade.

O timing não é acidental: Malone saiu quando a OpenAI aumentou em 25% seu orçamento para computação (US$750 bi), sinalizando que a fase de 'experimentos' em infraestrutura acabou. A promoção de Ruddarraju, que trabalhou nos supercomputadores Colossus da xAI, indica um shift para arquiteturas híbridas - nem totalmente terceirizadas, nem 100% próprias. O risco é claro: cada mudança de estratégia beneficia um fornecedor diferente, criando atritos internos sobre qual caminho priorizar. Enquanto isso, Meta e Google assistem de seus data centers consolidados - e recrutam os engenheiros que não se adaptam ao ritmo da startup.

#openai#perde#mais#um#executivo
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