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Política2 MIN

Shakira em Copacabana: show de música ou de política?

Megaevento na praia carioca revela estratégia pré-eleitoral e custos ocultos para a população

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Paul Spider
Mesa de Política
03 de mai de 2026 · 08:04
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O megashow da Shakira em Copacabana atraiu atenção internacional, com cobertura destacando o impacto do evento. A BBC mencionou que Shakira cantou seus maiores sucessos para uma multidão estimada em 2 milhões de pessoas pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD). No entanto, o serviço de checagem de fatos da BBC, o BBC Verify, questionou a precisão desse número, sugerindo que ele pode estar inflado. A prefeitura financiou o evento com o objetivo de revitalizar a economia local, esperando gerar R$ 800 milhões para o Brasil. A Associated Press (AP) destacou o entusiasmo da multidão e a conexão emocional de Shakira com o Brasil, relembrando sua primeira visita ao país três décadas atrás. A Deutsche Welle (DW) ressaltou a dedicação dos fãs, muitos dos quais viajaram longas distâncias e até dormiram na praia para garantir um bom lugar. O Independent comparou o evento a shows anteriores de Madonna e Lady Gaga, enquanto o etnomusicólogo Felipe Maia destacou a conexão histórica de Shakira com o público brasileiro.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O show de Shakira em Copacabana foi menos sobre música e mais sobre política e economia. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) inflou os números de público para criar uma narrativa de sucesso, um movimento estratégico em um ano pré-eleitoral. A estimativa de 2 milhões de pessoas, questionada pelo BBC Verify, serve menos à verdade e mais à necessidade de Cavaliere de consolidar sua imagem como gestor eficiente. O investimento público no evento, justificado pela promessa de R$ 800 milhões em retorno econômico, é um cálculo arriscado: quem realmente lucrou foram os vendedores ambulantes e hotéis, enquanto o impacto de longo praja para a população local permanece incerto. A cobertura internacional, apesar de elogiosa, ignora o custo oculto para os moradores do Rio, que enfrentaram transtornos e o uso de recursos públicos que poderiam ser destinados a áreas mais críticas. Shakira, aos 47 anos, soube aproveitar a nostalgia e o afeto do público brasileiro, mas o verdadeiro espetáculo foi a transformação de um evento cultural em uma ferramenta política.

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