Suspeito morto pela PM em SP tinha corpo esquartejado de mulher no local
DHPP investiga relação do homem, que tinha antecedentes criminais, com a vítima encontrada na Marginal Tietê
Um suspeito foi morto em confronto com a Polícia Militar na Marginal Tietê, na zona norte de São Paulo, na madrugada de quarta-feira (21). Durante a ação, agentes encontraram partes do corpo esquartejado de uma mulher em sacos plásticos no local. A PM informou que os policiais realizavam patrulhamento na Avenida Morvan Dias de Figueiredo quando identificaram dois homens por volta das 0h20. Segundo a corporação, os suspeitos atiraram contra os agentes, que revidaram e atingiram um dos homens, que morreu no local. O outro conseguiu fugir. Nenhum policial foi ferido. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações para apurar a relação do suspeito morto com o crime e identificar a vítima. A PM também informou que o homem tinha antecedentes por estelionato e crime contra a dignidade sexual. Um revólver com numeração suprimida foi apreendido durante a ação. As câmeras corporais dos agentes estavam em funcionamento e será instaurado Inquérito Policial Militar para apurar os fatos. Até o momento, a identidade da mulher e o tempo que o corpo estava no local permanecem desconhecidos.
O caso ocorre em uma região da Marginal Tietê conhecida historicamente por problemas de segurança, próximo ao Parque Novo Mundo, bairro da zona norte paulistana com altos índices de criminalidade. A Avenida Morvan Dias de Figueiredo, onde aconteceu o confronto, é um dos pontos críticos da cidade para crimes violentos. A presença de corpos esquartejados em vias públicas tem sido uma característica de execuções relacionadas ao tráfico de drogas e facções criminosas na capital paulista. A rápida fuga do segundo suspeito e a localização do corpo sugerem possível conexão com organizações criminosas que operam na região. A apreensão de arma com numeração suprimida indica padrão de armamento comum no crime organizado. O fato de as câmeras corporais estarem ativas segue novo protocolo da PM-SP após críticas sobre transparência em operações com mortes. A ausência de resposta da SSP-SP sobre o caso reflete padrão de comunicação comum em episódios sensíveis envolvendo ações policiais. A dupla investigação - pelo DHPP e IPM - mostra a complexidade processual quando há morte em confronto com a polícia.