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Tempestade em SP causa um morto e deixa 89 desabrigados

Ventos chegaram a 92 km/h e chuvas superaram 80 mm em cidades da Grande São Paulo neste sábado

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
12 de set de 2026 · 09:02
/ NOTÍCIA FONTE

Fortes chuvas e ventos superiores a 90 km/h atingiram o estado de São Paulo na madrugada de sábado (12/09), causando alagamentos, deslizamentos e quedas de árvores em diversas regiões. Segundo a Defesa Civil estadual, os municípios de Cotia e Diadema registraram os maiores volumes pluviométricos, com 80 mm de chuva acumulada. Outras cidades como Santana de Parnaíba (78 mm), São Paulo (77 mm) e Santo André (71 mm) também foram severamente impactadas. Piraju registrou a rajada de vento mais intensa, com 92,6 km/h. O temporal deixou 23 desabrigados, 66 desalojados e um ferido em ocorrências que incluíram danos estruturais em residências. Na capital, um desmoronamento na Penha causou uma morte e nove feridos, incluindo quatro crianças, embora a relação direta com as chuvas ainda não esteja confirmada pelas autoridades.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O episódio meteorológico ocorre em um período de transição entre inverno e primavera, quando sistemas frontais associados à formação de ciclones extratropicais no Sul do Brasil costumam atingir o estado paulista com maior intensidade. Historicamente, setembro apresenta aumento de 18% nos registros de ventos fortes na região em comparação com a média anual, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As áreas mais afetadas coincidem com regiões de expansão urbana desordenada na Grande São Paulo, onde a impermeabilização do solo e ocupações em encostas amplificam os efeitos de precipitações intensas. A Defesa Civil mantém 14 sirenes de alerta na capital, sistema instalado após as tragédias de 2009 no Morro do Sapopemba, mas a eficácia do aviso prévio ainda esbarra na dificuldade de evacuação em comunidades vulneráveis. O padrão de chuvas concentradas em curto período segue tendência observada nos últimos cinco anos na RMSP, com aumento de 22% nos eventos extremos conforme relatório da USP.

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