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Tenente-coronel da PM é acusado de assédio e ameaça contra subordinada

Réu por feminicídio, oficial foi denunciado por crimes de assédio sexual e moral, ameaça e fraude processual.

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C
Clara Rosa
Mesa Oeste PR
07 de mai de 2026 · 18:05
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O Investigadorconexões

A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.

O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi denunciado à Corregedoria da PM por crimes de descumprimento de missão, assédio sexual e moral, ameaça e fraude processual. A denúncia partiu da defesa de uma soldado que era subordinada de Geraldo Neto no 49º Batalhão da PM, em Pirituba, zona norte de São Paulo. A soldado relatou que o assédio começou logo após a chegada do tenente-coronel ao batalhão, quando ele a convidou para ser sua secretária e passou a questionar sua vida privada. Em mensagens insistente, o oficial teria feito convites para encontros e ameaçado transferir a soldado caso ela não aceitasse o cargo. A soldado optou por retornar ao patrulhamento de rua para evitar a proximidade com o superior. Além disso, Geraldo Neto é réu pelo feminicídio de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ocorrido em fevereiro deste ano. Ele nega o crime e afirma que a vítima teria cometido suicídio.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O caso do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto expõe questões estruturais dentro da Polícia Militar, onde relações de poder hierárquico podem abrir espaço para abusos. A denúncia de assédio moral e sexual contra uma subordinada reflete um padrão preocupante em instituições militares, onde a hierarquia pode ser usada como ferramenta de coerção. O fato de a soldado ter optado por retornar ao patrulhamento de rua, em vez de permanecer no efetivo administrativo, evidencia a falta de mecanismos eficazes para proteger vítimas de assédio dentro da corporação. Além disso, o feminicídio da esposa de Geraldo Neto reforça a gravidade da situação, destacando a necessidade de políticas internas que combatam a violência contra as mulheres tanto dentro quanto fora da instituição. O caso também levanta questões sobre a seleção e monitoramento de oficiais em posições de comando, especialmente aqueles com histórico de comportamento inadequado. A PM de São Paulo afirmou que os fatos estão sob apuração, mas o caso já gera impacto na credibilidade da instituição.

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