Tráfego marítimo nos estreitos de Ormuz e Bab El-Mandeb permanece baixo
Tensões no Oriente Médio reduzem travessias em rotas estratégicas de petróleo e energia.
O tráfego marítimo nos estreitos de Ormuz e Bab El-Mandeb permanece abaixo da média em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. Segundo dados da MarineTraffic, o Estreito de Ormuz registrou apenas nove travessias no dia 2 de agosto, uma queda significativa em relação aos 23 navios que cruzaram a região em 31 de julho. Do total, cinco embarcações saíram do Golfo do Oriente Médio, enquanto quatro entraram. Sete navios utilizaram o esquema unilateral iraniano, e duas rotas permaneceram indeterminadas. Além disso, duas embarcações sancionadas e duas da frota paralela foram incluídas no total diário. No Estreito de Bab El-Mandeb, o fluxo também diminuiu, com 30 travessias em 2 de agosto, contra 41 em 31 de julho. Vinte navios saíram do Mar Vermelho, e dez entraram. O conflito entre o Irã, os EUA e Israel, iniciado em fevereiro de 2026, é apontado como o principal fator para a redução do transporte marítimo nessas rotas estratégicas, que concentram cerca de um quinto da oferta global de petróleo e energia.
A queda no tráfego marítimo nos estreitos de Ormuz e Bab El-Mandeb reflete não apenas as tensões imediatas no Oriente Médio, mas também os efeitos de longo prazo de uma geopolítica regional instável. O Estreito de Ormuz, por exemplo, é vital para o comércio global de energia, e qualquer interrupção significativa pode impactar diretamente os preços internacionais do petróleo. A redução no número de travessias após os ataques dos EUA e Israel ao Irã em fevereiro de 2026 evidencia como conflitos regionais têm o poder de desestabilizar rotas comerciais críticas. Além disso, o uso do esquema unilateral iraniano por sete embarcações sugere que o país busca manter algum nível de controle sobre o fluxo marítimo, mesmo sob pressão internacional. Já em Bab El-Mandeb, a diminuição no tráfego pode estar relacionada à insegurança crescente na região, incluindo ataques de grupos armados e disputas territoriais. Essa conjuntura reforça a necessidade de diálogo multilateral para garantir a segurança das rotas marítimas e evitar impactos negativos na economia global.