Três décadas depois, justiça chega para Tupac Shakur
Ex-líder de gangue é condenado por assassinato do ícone do rap após confissões em livro e gravações
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
A justiça finalmente alcançou Duane 'Keffe D' Davis, o homem acusado de orquestrar o assassinato de Tupac Shakur em 1996. Trinta anos após o crime que marcou a história do hip-hop, um júri em Las Vegas declarou o ex-líder da gangue Southside Compton Crips culpado. O caso, que parecia ter caído no esquecimento, ganhou novo fôlego após Davis detalhar sua participação no crime em um livro de memórias lançado em 2019 e em entrevistas à mídia. Segundo as investigações, Davis liderou um grupo que atacou Shakur em retaliação por uma agressão sofrida por seu sobrinho. Embora não tenha sido ele quem puxou o gatilho, a lei de Nevada permitiu que fosse condenado como autor intelectual. A morte de Shakur, aos 25 anos, foi um ponto de inflexão na cultura hip-hop, intensificando a imagem violenta associada ao 'gangsta rap' e marcando o ápice da rivalidade entre as cenas da Costa Leste e Oeste. A condenação de Davis encerra um capítulo que há décadas intrigava fãs e estudiosos da música.