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Geopolítica2 MIN

Ucrânia acusa Rússia de violar cessar-fogo em meio a tréguas divergentes

Zelensky e Putin anunciaram tréguas diferentes, enquanto Trump tenta mediar negociações.

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Ron Globe
Mesa Internacional
06 de mai de 2026 · 04:05
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O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou a Rússia de violar um cessar-fogo iniciado por Kiev à meia-noite desta quarta-feira (6). Em publicação na rede X, Sybiha afirmou que a Rússia rejeita a paz e que os apelos de Vladimir Putin por um cessar-fogo em 9 de maio são falsos e não têm relação com diplomacia. Ele criticou Putin por se importar mais com desfiles militares do que com vidas humanas.

A trégua foi anunciada na segunda-feira (4) pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, após Putin declarar um cessar-fogo de 24 horas entre 8 e 9 de maio, segundo a agência estatal russa RIA. O dia 9 de maio marca o Dia da Vitória, celebrando a rendição da Alemanha nazista em 1945. Putin havia sugerido a trégua em uma ligação telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, que vem mediando negociações entre Rússia e Ucrânia.

Zelensky afirmou que a Ucrânia não foi informada sobre o acordo discutido por Trump e Putin e cobrou explicações. Ele anunciou um cessar-fogo para esta quarta-feira (6), destacando que a vida humana é mais valiosa do que celebrações. O Kremlin anunciou que as comemorações deste ano serão reduzidas devido à ameaça de ataques ucranianos.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O cessar-fogo anunciado por Kiev e Moscou é mais um capítulo na guerra de narrativas entre Ucrânia e Rússia, com ambas as partes usando a trégua como ferramenta de propaganda. Zelensky busca reforçar sua imagem de líder humanitário ao anunciar uma trégua unilateral, enquanto Putin tenta capitalizar o símbolo histórico do Dia da Vitória para fortalecer a narrativa de superioridade russa.

O envolvimento de Donald Trump na mediação sugere uma tentativa de Washington de reafirmar seu papel como árbitro global, especialmente após a crescente influência chinesa em negociações de paz. No entanto, a falta de comunicação sobre o acordo discutido entre Trump e Putin revela falhas na coordenação diplomática, que podem minar a credibilidade dos EUA como mediador.

A redução das comemorações do Dia da Vitória pelo Kremlin, citando ameaças ucranianas, é uma jogada estratégica para justificar medidas defensivas adicionais e reforçar o apoio interno frente aos desafios militares. A Ucrânia, ao celebrar a vitória em 8 de maio, alinhando-se ao Ocidente, reforça sua identidade europeia e distância da influência russa, consolidando sua posição geopolítica.

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