Acre tem seis pré-candidatos ao governo em disputa que reflete realinhamento político
Eleições 2026 no estado testarão força do governador Cameli frente a alianças em formação
O estado do Acre terá uma disputa acirrada para o governo nas eleições de 2026. Seis políticos já anunciaram suas pré-candidaturas ao Palácio Rio Branco: o atual governador Gladson Cameli (PP), o senador Sérgio Petecão (PSD), o deputado federal Alan Rick (União Brasil), o ex-prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre (PT), o empresário Coronel Ulysses (PL) e a ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB). O cenário mostra um equilíbrio entre continuísmo e alternância, com Cameli buscando reeleição enquanto outros partidos testam nomes para romper a hegemonia do PP no estado. O Acre, que tem pouco mais de 800 mil eleitores, vive um momento de reconfiguração política após as últimas eleições.
A pré-campanha no Acre revela um tabuleiro onde cada movimento calcula fragilidades e janelas de oportunidade. O governador Cameli, com a máquina estadual, tenta transformar obras federais em capital eleitoral, enquanto o PSDB local desaparece da cena após derrotas consecutivas. Petecão e Alan Rick representam o centro-direita que busca espaço num estado tradicionalmente oscilante entre esquerda e direita populista. O PT aposta em Marcus Alexandre para reacender a base que elegeu Tião Viana, mas sem o mesmo apelo ruralista. O PL lança um outsider militarizado, tentando capturar o eleitorado bolsonarista que migrou do PP. O PCdoB mantém Perpétua como símbolo de resistência, ainda que com chances remotas. A geografia eleitoral do Acre sempre premiou quem melhor distribui recursos federais - e 2026 não será diferente.