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Geopolítica1 MIN

André Corrêa do Lago: indústria fóssil já redireciona investimentos para outros setores

Presidente da COP30 afirma que setor tem 'reação inteligente' à pressão da transição energética

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Ron Globe
Mesa Internacional
19 de jun de 2026 · 16:02
/ NOTÍCIA FONTE

André Corrêa do Lago, presidente da COP30, afirmou em entrevista ao JOTA, durante evento em Bonn, que a indústria de combustíveis fósseis já está redirecionando investimentos para outros setores diante da pressão global pela transição energética. Segundo ele, o setor tem tido uma 'reação inteligente', buscando diversificar seus portfólios e reduzir a dependência de atividades poluentes. Corrêa do Lago destacou que essa mudança é crucial para o sucesso das metas climáticas globais, embora reconheça que o processo ainda é gradual. Ele também mencionou a importância de políticas públicas que incentivem essa transição, garantindo que os investimentos sejam direcionados para tecnologias limpas e sustentáveis. A entrevista ocorre em um momento de intensas negociações internacionais sobre o financiamento climático e a implementação de acordos ambientais.

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/ AIONLY INTERPRETA

A declaração de Corrêa do Lago sobre o redirecionamento de investimentos da indústria fóssil sugere uma estratégia de sobrevivência diante de pressões regulatórias e de mercado. O timing da entrevista, durante a COP30 em Bonn, não é casual: trata-se de uma tentativa de projetar otimismo sobre a transição energética, enquanto os grandes players do setor buscam evitar sanções e manter relevância em um cenário de descarbonização acelerada. A menção a uma 'reação inteligente' pode ser lida como uma tentativa de amenizar críticas ao setor, que historicamente resistiu a mudanças. O redirecionamento de investimentos, porém, não implica abandono imediato dos combustíveis fósseis: muitas empresas mantêm lucratividade elevada nessa área enquanto exploram novos nichos. A ênfase em políticas públicas sugere que o setor busca garantir subsídios e incentivos governamentais para sua transição, transferindo parte dos custos para os cofres públicos. O risco é que, sem metas claras e fiscalização rigorosa, o 'redirecionamento' sirva mais para greenwashing do que para uma mudança estrutural.

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