Trump ataca críticos de acordo com Irã enquanto negociações avançam
Acordo prevê US$ 300 bi para reconstrução iraniana e suspensão de sanções, com mediação de Qatar e Paquistão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta quinta-feira (18) como 'invejosos, pessoas más ou estúpidos' aqueles que criticam o acordo recente com o Irã, afirmando que tais críticas ignoram os benefícios econômicos do pacto, como a queda nos preços do petróleo e o recorde no mercado de ações. O acordo, assinado com a mediação de Paquistão e Qatar, prevê a suspensão de sanções contra o Irã e um financiamento de US$ 300 bilhões para reconstrução do país, sem uso de fundos americanos. Um prazo de 60 dias foi estabelecido para negociações finais, com encontros iniciando na Suíça. A AIEA elogiou o acordo e se prepara para discutir medidas técnicas de implementação.
A retórica agressiva de Trump contra críticos do acordo com o Irã revela uma estratégia clara: desviar a atenção das concessões substanciais feitas a Teerã, especialmente em um contexto eleitoral sensível. O timing do anúncio, coincidindo com indicadores econômicos positivos, não é acidental — busca capitalizar politicamente sobre dados de curto prazo enquanto minimiza riscos de longo prazo. A inclusão de mediadores como Paquistão e Qatar sugere um cálculo geopolítico: ambos atores têm relações complexas com Washington, mas são vistos como interlocutores aceitáveis por Teerã. O silêncio sobre a origem dos US$ 300 bilhões é particularmente revelador, indicando que o acordo pode depender de capitais de terceiros países ou instituições, um detalhe que será crucial nas próximas semanas.