Brasil mantém desempenho no Pisa enquanto países ricos enfrentam queda
Estudo internacional revela avanços na inclusão escolar, mas desafios em Ciências e Matemática.
O Brasil manteve resultados estagnados no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgado nesta terça-feira (8), mas reduziu a distância em relação aos países ricos, que enfrentam uma crise inédita de aprendizagem. O estudo, realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), avaliou 91 países ou regiões em Ciências, Matemática, Leitura e Resolução de Problemas com Ferramentas Computacionais. No Brasil, 30.140 estudantes de 1.053 escolas participaram da avaliação. O país foi classificado com 'baixo desempenho' em três áreas, exceto Leitura, onde ficou 'abaixo da média'. Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE, destacou o Brasil como exemplo positivo em uma análise de 20 anos, citando avanços na inclusão escolar e redução da distância para nações desenvolvidas. O Ministério da Educação (MEC) ressaltou a resiliência do sistema educacional brasileiro após a pandemia de covid-19.
A estagnação do Brasil no Pisa 2025 reflete desafios estruturais da educação nacional, mas também revela uma convergência lenta em relação aos países desenvolvidos, que enfrentam quedas acentuadas em desempenho. A região oeste do Paraná, com destaque para instituições como a Unioeste e a UTFPR, tem sido um polo de inovação educacional, mas ainda sofre com desigualdades regionais. A pandemia exacerbou problemas como a evasão escolar e a falta de acesso à tecnologia, especialmente em áreas rurais. O avanço em Leitura pode estar relacionado a programas municipais de incentivo à leitura, como os desenvolvidos em Cascavel e Toledo. Contudo, o baixo desempenho em Ciências e Matemática indica a necessidade de maior investimento em formação docente e infraestrutura escolar. O contexto regional sugere que políticas públicas mais assertivas podem acelerar a melhoria dos indicadores educacionais.