Brasil perde terreno na corrida global pela transição energética
Executiva do setor eólico alerta para falta de políticas públicas consistentes e concorrência internacional
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, alertou que o Brasil está perdendo espaço na corrida global pela transição energética. Em entrevista ao Estadão, ela destacou que o país, que já foi líder em energias renováveis, agora enfrenta desafios para manter sua posição. A executiva apontou como principais entraves a falta de políticas públicas consistentes e a concorrência crescente de outros países que estão investindo pesado em energia limpa. Gannoum ressaltou que a energia eólica no Brasil tem potencial para crescer, mas precisa de um ambiente regulatório mais seguro e previsível para atrair investimentos.
As declarações de Elbia Gannoum refletem um cenário de disputa por investimentos globais em energia limpa, onde o Brasil perde terreno para países que oferecem incentivos fiscais e subsídios mais atrativos. O governo brasileiro enfrenta pressão para equilibrar a atração de capital estrangeiro com a necessidade de proteger a indústria nacional. A falta de uma política energética clara pode estar beneficiando concorrentes como Estados Unidos e países europeus, que têm acelerado seus programas de transição energética. Este descompasso sugere que o Brasil está deixando escapar oportunidades em um mercado que deve crescer exponencialmente nas próximas décadas.