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Geopolítica2 MIN

Brasileiro acusado nos EUA alega ajuda de consulado para fugir

João Araújo enfrenta 14 acusações e afirma ter recebido apoio de autoridades brasileiras para escapar da Flórida.

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Ron Globe
Mesa Internacional
02 de set de 2026 · 20:02
/ NOTÍCIA FONTE

João Araújo, brasileiro de 57 anos acusado de crimes relacionados a procedimentos de cirurgia plástica nos Estados Unidos, afirma ter recebido ajuda de autoridades brasileiras para fugir da Flórida e chegar ao Rio de Janeiro. As declarações foram publicadas pelo New York Post. Araújo relatou que cortou sua tornozeleira eletrônica e deixou os EUA em 1º de agosto, viajando de barco até as Bahamas, seguindo para o Panamá e, finalmente, chegando ao Rio. Ele alega ter recebido apoio do consulado brasileiro em Miami, da Polícia Federal e da embaixada brasileira.

Araújo enfrentava 14 acusações na Flórida, incluindo furto, fraude e exercício ilegal da medicina. Ele havia entregado seu único passaporte brasileiro como condição para responder ao processo em liberdade, mas obteve um novo documento para realizar viagens internacionais. Araújo ficou conhecido como Dr. Frankenstein após ser acusado de mutilar pacientes e roubá-los. Ele alega ter sido vítima de perseguição política pelo governo Trump devido a um conflito pessoal com um representante do Departamento de Estado.

A esposa de Araújo, Amanda Ungaro, ex-modelo ligada ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, afirma possuir informações secretas sobre a primeira-dama dos EUA, Melania Trump. Amanda deixou os EUA voluntariamente no ano passado após ser detida por autoridades de imigração por permanecer no país com visto vencido. O Ministério das Relações Exteriores não confirmou nem negou ter prestado assistência a Araújo, destacando que não comenta pedidos ou emissão de documentos de cidadãos.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O caso de João Araújo revela um intricado jogo geopolítico e diplomático, onde interesses pessoais e institucionais convergem. A alegação de que autoridades brasileiras facilitaram sua fuga dos EUA sugere uma possível manipulação de normas consulares para proteger um cidadão brasileiro, mesmo quando acusado de crimes graves. O fato de Araújo ter obtido um novo passaporte, apesar de ter entregado o anterior como condição para responder ao processo, indica uma lacuna no controle de documentos que pode ser explorada para evasão.

O contexto político é crucial: as acusações de perseguição política por parte do governo Trump, somadas às conexões de sua esposa com Jeffrey Epstein e alegações sobre Melania Trump, sugerem que Araújo pode estar sendo usado como peça em um jogo de poder maior. A recusa do Itamaraty em comentar o caso reflete uma estratégia de silêncio que impede a transparência, enquanto a Constituição brasileira, que restringe a extradição de brasileiros natos, oferece um escudo legal adicional.

O timing das alegações, em um momento de tensões diplomáticas entre Brasil e EUA, pode servir para pressionar ambas as partes a negociar em segredo. A fuga de Araújo não é apenas um caso criminal, mas um episódio que revela as complexidades da diplomacia e as brechas que podem ser exploradas para proteger interesses ocultos.

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