Casas Bahia acerta último ato de drama trabalhista: R$ 7.500 por demitido
Acordo com sindicatos fecha capítulo de demissões em massa, mas deixa empresas e trabalhadores em terreno movediço
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
O acordo entre Casas Bahia e sindicatos é o epílogo de uma novela para lá de mal escrita. A varejista, que demitiu 4.300 funcionários em agosto sem seguir o roteiro legal, agora desembolsa R$ 7.500 para cada ex-funcionário além das verbas rescisórias. O timing não poderia ser mais dramático: após o STF suspender as dispensas por falta de negociação prévia, a empresa entrou em recuperação judicial e tentou justificar o não pagamento das verbas alegando dificuldades financeiras. O acordo, intermediado pelo MPT, garante o pagamento de aviso-prévio, multas sobre FGTS, salários atrasados e outras verbas, mas vincula parte dos valores à aprovação da recuperação judicial. No tabuleiro das relações trabalhistas, a empresa assume o papel do vilão tardio, enquanto os trabalhadores correm para garantir seus direitos antes que a cortina caia de vez.