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Cascavel registra 1.691 crianças sem nome do pai em quatro anos

Defensoria Pública promove mutirões para facilitar reconhecimento voluntário da paternidade

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
08 de ago de 2026 · 09:01
/ NOTÍCIA FONTE

Entre agosto de 2022 e agosto de 2026, 1.691 crianças foram registradas apenas com o nome da mãe em Cascavel, segundo dados do Painel Pais Ausentes da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). O número representa 6,2% dos 27.175 nascimentos ocorridos no período na cidade, índice superior ao de Maringá (4%) e Toledo (5,8%), e próximo ao de Marechal Cândido Rondon (6,3%). Apenas Foz do Iguaçu apresenta um índice maior, com 6,8%. Em todo o Paraná, cerca de 73 mil pessoas não têm o nome do pai na certidão de nascimento. Para enfrentar o problema, a Defensoria Pública promove mutirões e campanhas como 'Meu Pai Tem Nome'. Em Cascavel, três mutirões já foram realizados desde 2023, resultando em dezenas de exames de DNA, atendimentos jurídicos e processos de reconhecimento extrajudicial. O defensor público Ricardo Santi Fischer, que atua na cidade, destaca que o reconhecimento de paternidade vai além da pensão alimentícia, envolvendo questões de identidade, pertencimento e responsabilidade.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A questão do registro civil sem o nome do pai em Cascavel reflete um fenômeno mais amplo no oeste do Paraná, região marcada por fluxos migratórios intensos e relações familiares complexas. A cidade, que é polo econômico e atrai trabalhadores de diversas regiões, apresenta um índice de registros sem paternidade acima da média estadual, perdendo apenas para Foz do Iguaçu, município fronteiriço com dinâmicas sociais ainda mais específicas. A Defensoria Pública tem atuado de forma proativa na região, com mutirões que buscam facilitar o reconhecimento voluntário da paternidade, seja biológica ou socioafetiva. Essa abordagem é crucial em uma região onde muitos pais são trabalhadores temporários ou migrantes, o que dificulta a localização e o reconhecimento formal. Além disso, o tema ganha relevância no contexto do desenvolvimento social da região, onde a estabilidade familiar é vista como fator importante para a redução de vulnerabilidades. A atuação da Defensoria Pública em Cascavel, com atendimentos permanentes e mutirões, demonstra um esforço institucional para enfrentar um problema que tem impactos profundos na vida das crianças e na estrutura familiar da região.

#mais#que#um#sobrenome
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