Character.AI pede falência enquanto Disney mira talentos e tecnologia
Disney oferece US$ 20 milhões por licença e planeja contratar mais de 60 funcionários da startup em crise.
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A Character.AI, startup cofundada pelo brasileiro Daniel de Freitas, pediu proteção contra credores nos Estados Unidos sob o Capítulo 11 da lei de falências. A plataforma, que permite conversar com chatbots inspirados em personagens de ficção ou celebridades, enfrenta dificuldades financeiras e busca um comprador para manter suas operações. A Disney apresentou uma proposta de US$ 20 milhões para licenciar parte da tecnologia da empresa, além de planejar contratar mais de 60 profissionais da Character.AI, oferecendo um pacote de remuneração e incentivos que pode chegar a US$ 180 milhões ao longo de três anos. A proposta ainda depende de aprovação judicial. A Character.AI foi avaliada em US$ 1 bilhão em 2023, mas desde então enfrentou desafios, incluindo processos legais relacionados à exposição de menores a interações nocivas.
O pedido de falência da Character.AI e a proposta da Disney revelam uma estratégia de captura de talentos e tecnologia em um momento de fragilidade. A Disney, que historicamente investe em inovação para fortalecer seu ecossistema de entretenimento, vê na crise da Character.AI uma oportunidade para adquirir expertise em IA conversacional sem precisar comprar a empresa inteira. A oferta de US$ 20 milhões pelo licenciamento da tecnologia é relativamente modesta, mas o pacote de US$ 180 milhões para contratar funcionários sugere que o verdadeiro valor está no capital humano. A Character.AI, por sua vez, enfrenta um cenário desafiador: além das dificuldades financeiras, a empresa acumula processos legais relacionados ao impacto negativo de seus chatbots em menores, o que pode ter contribuído para a desvalorização da marca. O timing da proposta da Disney coincide com a necessidade urgente da Character.AI de encontrar uma solução para sua situação financeira, criando uma assimetria de poder na negociação.