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Geopolítica1 MIN

Como Trump tenta influenciar eleições estrangeiras

Apoio explícito a candidatos como De La Espriella na Colômbia revela estratégia global, mas nem sempre com resultados esperados.

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Ron Globe
Mesa Internacional
09 de jun de 2026 · 14:04
/ NOTÍCIA FONTE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adotado uma postura cada vez mais explícita ao manifestar apoio a candidatos em eleições estrangeiras. O exemplo mais recente ocorreu na Colômbia, onde Trump declarou apoio 'completo e total' a Abelardo De La Espriella, candidato de direita que disputará o segundo turno contra Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico. Em sua rede social, Truth Social, Trump chamou De La Espriella pelo apelido de 'El Tigre' e alertou sobre o risco de uma vitória de Cepeda, a quem classificou como 'marxista de esquerda radical'. De La Espriella agradeceu o apoio, enquanto Cepeda denunciou o que chamou de 'tom intervencionista'. Trump também tem se envolvido em eleições na Argentina, Honduras, Hungria e Japão, entre outros países, rompendo com a tradição de intervenções mais discretas e veladas que marcavam a política externa americana no passado.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A estratégia de Trump de interferir abertamente em eleições estrangeiras reflete uma tentativa de consolidar uma rede global de líderes alinhados ideologicamente, mas também expõe os limites desse método. Ao apoiar publicamente candidatos como De La Espriella na Colômbia, Trump busca criar uma narrativa de fortalecimento da direita global, algo que ressoa com sua base eleitoral doméstica. No entanto, o apoio explícito pode ter efeitos contrários, especialmente em países onde o nacionalismo e a soberania são valores caros. A denúncia de Cepeda sobre o 'tom intervencionista' é um exemplo de como o apoio de Trump pode ser usado contra o próprio candidato apoiado, alimentando retóricas anti-imperialistas. Além disso, a escala e a frequência dessas intervenções sugerem uma tentativa de Trump de redefinir o papel dos EUA na política global, mas sem a sutileza diplomática que caracterizou ações anteriores, como as operações da CIA durante a Guerra Fria. Isso pode gerar resistência não apenas entre os adversários políticos, mas também entre aliados tradicionais que preferem uma abordagem mais discreta.

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