Corinthians e Caixa selam acordo sigiloso: dívida bilionária entra na quarta prorrogação
Enquanto torcida arrecada R$30 mi, banco estuda assumir naming rights da Neo Química Arena; Stabile adia disputa eleitoral para focar no resgate financeiro
O Corinthians acaba de entrar no seu momento mais estratégico desde a construção da Neo Química Arena. O termo de confidencialidade assinado com a Caixa nesta sexta-feira (16) não é mero protocolo — é o start de uma negociação que pode redefinir o futuro do clube. A dívida original de R$688 milhões, já aliviada em R$30 milhões pela campanha da Gaviões da Fiel, agora tem um novo ingrediente: a possibilidade de o banco público assumir os direitos de nome do estádio. Detalhe cruel da matemática financeira: os R$30 milhões temporariamente suspensos pela Caixa não reduzem o saldo devedor, apenas dão fôlego para as tratativas. Enquanto isso, o presidente Stabile, que desistiu da reeleição para se dedicar ao caso, encara um débito total de R$2,8 bilhões — cifra que transforma cada decisão em jogo de xadrez com o relógio do clube contra o colapso.