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Crise no bolsonarismo e ascensão de Zema fragilizam Flávio

Ruptura interna expõe fragmentação do movimento e abre espaço para novos líderes da direita.

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Paul Spider
Mesa de Política
27 de abr de 2026 · 05:19
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A semana passada trouxe à tona uma crise já latente no campo bolsonarista, com Nikolas Ferreira rompendo publicamente com o núcleo duro ideológico, incluindo Eduardo Bolsonaro, Allan dos Santos, Kim Paim e Paulo Figueiredo. O deputado chegou a hostilizar Jair Renan Bolsonaro, enquanto Flávio Bolsonaro tentou se equilibrar, mas foi rebatido por Kim Paim. A tensão não é conjuntural e vem se arrastando há mais de um ano, segundo dados da Palver. A ascensão de Nikolas como figura independente gerou atritos desde o início de 2025, e a movimentação de Eduardo nos EUA desgastou ainda mais as relações dentro do núcleo ideológico. A disputa entre Carlos Bolsonaro e Carol De Toni pela vaga do Senado em Santa Catarina, com críticas públicas de Ana Campagnolo, evidenciou que aliados próximos a Michelle e Nikolas operam fora da tutela da família Bolsonaro. A ascensão de Tarcísio como possível candidato independente e o episódio recente do maquiador de Michelle criticando Flávio publicamente reforçam a dinâmica de fragmentação do bolsonarismo.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A crise no bolsonarismo não é apenas uma disputa interna — é um sintoma da erosão do projeto político que Jair Bolsonaro consolidou em 2018. A ascensão de Nikolas Ferreira como figura independente expõe a fragilidade do núcleo duro bolsonarista, que perdeu o controle sobre seus quadros políticos. Flávio Bolsonaro, que antes era visto como o herdeiro natural do projeto, agora está em uma posição incômoda, equilibrando-se entre lealdade familiar e a necessidade de construir uma base própria. A rejeição de Nikolas por parte da própria direita bolsonarista sugere que o movimento está se dividindo entre os que ainda se alinham à família Bolsonaro e os que buscam novos líderes, como Tarcísio e Romeu Zema. Essa fragmentação é estratégica para Zema, que se beneficia do vácuo de liderança para se consolidar como alternativa nacional. O silêncio de Nikolas em relação a Flávio não é acidental — é uma jogada política que busca capitalizar o descontentamento de setores da direita que já não veem a família Bolsonaro como única opção.

#crise#no#bolsonarismo#e#crescimento
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