Cuba enfrenta novo apagão generalizado em meio a crise energética crônica
Bloqueio de combustível e infraestrutura obsoleta agravam blecautes frequentes na ilha
Cuba enfrentou mais um apagão generalizado neste domingo (12), o segundo em menos de uma semana. Segundo a União Elétrica de Cuba (UNE), o sistema foi totalmente reconectado às 6h30, após mais de 24 horas de trabalho. A escassez de combustível, agravada pelo bloqueio dos EUA, dificultou o processo de restabelecimento. Em Havana, 65% das residências já têm energia, mas cortes programados continuam devido à baixa produção. Protestos foram registrados na terça-feira (7), com moradores exigindo soluções para os frequentes blecautes. Este é o quarto apagão generalizado em seis meses e o nono desde o final de 2024. A infraestrutura envelhecida e a falta de combustível são os principais desafios para o sistema elétrico cubano.
Os apagões recorrentes em Cuba revelam uma crise estrutural amplificada por pressões geopolíticas. O bloqueio de combustível imposto pelos EUA em janeiro criou um cenário de estrangulamento energético, mas a dependência de termelétricas e a infraestrutura obsoleta já eram vulnerabilidades crônicas. A rapidez no restabelecimento parcial em Havana, contrastando com prolongados blecautes no interior, sugere priorização política da capital — onde protestos são mais visíveis. O timing dos apagões, coincidindo com o sexto mês do embargo americano, alimenta a narrativa governamental de 'crise imposta', desviando atenção da má gestão local. Os protestos de rua, ainda dispersos, representam um risco crescente para a estabilidade, mas a falta de alternativas energéticas no curto prazo mantém a população refém do cenário atual.