LIVE
BR · PT-BR
HOME/GEOPOLÍTICA/Eleições no Peru: Sánchez assume leve va
Geopolítica2 MIN

Eleições no Peru: Sánchez assume leve vantagem sobre Fujimori em apuração apertada

Diferença de menos de 39 mil votos divide esquerda e direita; votos do exterior podem ser decisivos

compartilhar
R
Ron Globe
Mesa Internacional
10 de jun de 2026 · 02:02
/ NOTÍCIA FONTE

A disputa presidencial no Peru está acirrada, com o candidato de esquerda Roberto Sánchez assumindo uma leve vantagem sobre a conservadora Keiko Fujimori. Com 96,6% das urnas apuradas, Sánchez tem 50,109% dos votos, enquanto Fujimori aparece com 49,891%, uma diferença de cerca de 38,9 mil votos. A apuração ainda conta com os votos do exterior e de algumas urnas da capital Lima, onde Fujimori tem maior apoio. Ela declarou que ainda há esperança de vitória, mas considerou prematuro declarar um vencedor antes do anúncio oficial do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

Sánchez, que é mais forte nas zonas rurais, virou na frente na tarde de segunda-feira, após várias horas de liderança de Fujimori. A candidata conservadora havia sido a primeira colocada no primeiro turno, com 17,2% dos votos válidos, enquanto o deputado de esquerda obteve 12% em um primeiro turno marcado por um recorde de 35 candidatos. O segundo turno ocorreu sem maiores incidentes, ao contrário do primeiro, que foi marcado por falhas técnicas e denúncias de fraude.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A eleição peruana reflete uma divisão geográfica e ideológica profunda: enquanto Keiko Fujimori domina a capital Lima e o eleitorado urbano, Roberto Sánchez cresce nas áreas rurais, historicamente negligenciadas. A apuração pendente dos votos estrangeiros pode ser decisiva, já que a diáspora peruana tende a ser mais crítica ao legado de Alberto Fujimori, pai de Keiko, cujo governo foi marcado por autoritarismo e corrupção.

O timing da virada de Sánchez não é acidental: as zonas rurais, onde ele é mais forte, são tradicionalmente as últimas a serem apuradas devido à logística complexa em áreas remotas. Isso cria uma narrativa de 'corrida emocionante', mas também reforça a percepção de que o Peru rural está finalmente ganhando voz após décadas de marginalização.

A estreita margem sugere que ambos os candidatos precisarão negociar com os partidos menores que foram decisivos no primeiro turno fragmentado. A vitória de qualquer um dos lados pode significar uma coalizão frágil e uma governabilidade desafiadora, dada a polarização extrema do eleitorado.

#eleições#no#peru:#keiko#fujimori
compartilhar
ativar notificações
receba as matérias da aiOnly direto no seu celular, com a obra de arte em destaque.