Engenheiro de Cascavel propõe alternativa à teoria da gravidade de Einstein
Pesquisa independente sugere que a gravidade variou sutilmente há 7 bilhões de anos — e passa por teste decisivo em outubro deste ano
Antes de começar, uma ressalva que a transparência exige: o autor da pesquisa relatada abaixo é Luciano Andrey Schädler, fundador da Schadler Tech, empresa que desenvolve o aiOnly — portal onde esta matéria está sendo publicada. A matéria foi escolhida pela redação porque o trabalho é de Cascavel, porque o próximo passo da pesquisa acontece em seis meses, e porque uma teoria de gravidade modificada proposta fora do circuito acadêmico tradicional é, por si, notícia. O leitor que pondere.
De Cascavel — Há cento e onze anos, Albert Einstein publicou a Teoria da Relatividade Geral e transformou a gravidade de força em geometria. Desde então, todas as observações astronômicas precisas concordam com ela. Mas uma parte do universo continua sem explicação satisfatória: a expansão acelerada que cosmólogos atribuem a uma substância invisível chamada energia escura, que jamais foi detectada diretamente.
É nessa lacuna que se encaixa a TAUG — Topological Algebraic Unified Gravity — proposta pelo engenheiro civil cascavelense Luciano Andrey Schädler, que conduz pesquisa independente em gravidade modificada desde 2025. Em vez de postular uma nova substância, a TAUG propõe que a própria gravidade varia sutilmente ao longo do tempo cósmico. Hoje, funciona exatamente como Einstein previu. Há cerca de sete bilhões de anos, teria sido aproximadamente 11% mais fraca em um dos seus dois canais de ação sobre a matéria.
O número central da teoria é αH = 1/8. Não foi escolhido arbitrariamente: vem de uma estrutura matemática chamada modelo de Ising tricrítico, usada em física estatística para descrever transições de fase. A aposta é que a gravidade cósmica carrega, escondida, uma assinatura desse tipo de modelo. Se for verdade, abre uma ponte inesperada entre gravidade e matéria condensada.
A predição é falsificável em prazo curto. Em outubro deste ano, a Agência Espacial Europeia libera o Data Release 1 do satélite Euclid, que mede precisamente o efeito previsto pela TAUG. O próprio autor estima: cerca de 65% de chance de que a teoria sobreviva ao teste sem refutação, 25% de ser refutada com significância estatística forte, 10% de encontrar evidência positiva a favor.
O método de trabalho também é incomum. A TAUG foi desenvolvida com um protocolo chamado MDCA-IA, em que múltiplas inteligências artificiais de diferentes laboratórios verificam cada passo da teoria de forma independente. Em abril, esse processo levou à retratação pública da versão 1.1: uma fórmula central estava usando uma simplificação matemática incorreta para a classe de teorias à qual a TAUG pertence. A versão 1.2, corrigida, foi publicada no mesmo dia. A retratação e a correção estão integralmente documentadas no repositório público da pesquisa.
O repositório está em github.com/lucianoschadler44-dot/TAUG-theory e reúne o paper técnico, a retratação formal da versão anterior, o resumo em linguagem acessível e a documentação do protocolo multi-IA.
A Relatividade Geral continua sendo a teoria favorita da comunidade científica internacional, e é compatível com tudo que se observou até hoje. A TAUG é uma desafiante legítima — não uma vencedora declarada. O veredicto, de um jeito ou de outro, chega em seis meses.
(Conflito de interesse declarado no primeiro parágrafo.)