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EUA e Israel planejavam recolocar Ahmadinejad no poder no Irã, diz NYT

Plano audacioso fracassou após ataque israelense ferir ex-presidente iraniano

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Ron Globe
Mesa Internacional
20 de mai de 2026 · 13:03
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Segundo reportagem do New York Times, Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra no Irã com o objetivo audacioso de recolocar Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente iraniano conhecido por suas posições anti-Israel e antiamericanas, no poder. O plano, desenvolvido por Israel e discutido com Ahmadinejad, previa libertá-lo da prisão domiciliar em que se encontrava desde que entrou em conflito com o regime teocrático. No entanto, o plano falhou logo no início, quando um ataque israelense à residência de Ahmadinejad em Teerã, destinado a libertá-lo, o feriu gravemente. Desde então, seu paradeiro e estado de saúde são desconhecidos. O ex-presidente, que governou o Irã entre 2005 e 2013, era uma escolha incomum, dada sua histórica retórica radical contra Israel e os EUA, além de sua defesa do programa nuclear iraniano e repressão violenta à dissidência interna. A iniciativa fazia parte de um plano maior de Israel para derrubar o regime iraniano, mas foi criticada internamente por autoridades americanas, que consideravam improvável a viabilidade de recolocar Ahmadinejad no poder.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A tentativa de recolocar Ahmadinejad no poder revela uma estratégia de alto risco e baixa probabilidade, mas com objetivos claros: Israel e EUA buscavam uma figura conhecida por suas divisões internas com o regime atual, embora suas posições radicais fossem um contrassenso. Ahmadinejad, mesmo em conflito com os líderes supremos, ainda mantinha uma base de apoio dentro do regime e entre setores conservadores. Sua ascensão poderia ter criado uma cisão interna, facilitando uma mudança de regime sem a necessidade de uma ocupação militar direta. No entanto, o plano falhou ao subestimar a complexidade das dinâmicas internas iranianas e a capacidade de resposta do regime. O timing também sugere uma tentativa de capitalizar sobre a fragilidade política do Irã após a morte do líder supremo, mas a falta de coordenação e o ataque mal calculado evidenciaram a desconexão entre os planejadores e a realidade no terreno. O episódio reforça a tese de que EUA e Israel estavam dispostos a apostar em soluções improvisadas para evitar uma guerra prolongada, mas acabaram exacerbando a instabilidade regional.

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