Flávio Bolsonaro e a batalha pelo apoio dos evangélicos
Pré-candidato repete batismos para tentar conquistar o apoio que o pai teve, mas ainda enfrenta resistência.
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência em 2026, já foi batizado quatro vezes na fé evangélica. O ritual, realizado em diferentes momentos de sua vida, foi repetido recentemente no rio Jordão, em Israel, onde o pai, Jair Bolsonaro, também foi batizado em 2016. Segundo pastores ouvidos pela Agência Pública, a repetição do gesto tem um componente político: Flávio tenta seguir os passos do pai, que teve forte apoio dos evangélicos em sua campanha presidencial de 2018. Jair, mesmo sendo católico, foi visto como 'enviado de Deus' por líderes evangélicos influentes, como Edir Macedo e Silas Malafaia, graças ao seu alinhamento com pautas conservadoras. Flávio, embora sempre tenha se identificado como evangélico, ainda não conquistou o mesmo nível de apoio desse grupo religioso.
A repetição de batismos de Flávio Bolsonaro revela uma estratégia política desesperada. O ritual, que deveria ser um marco único, é usado como ferramenta de marketing para tentar reproduzir o sucesso do pai junto aos evangélicos. Jair Bolsonaro, mesmo sendo católico, teve o apoio de líderes poderosos como Edir Macedo e Silas Malafaia, que o legitimaram como 'enviado de Deus'. Flávio, porém, não consegue replicar essa conexão. O timing é crucial: com a eleição de 2026 se aproximando, ele precisa urgentemente consolidar uma base que ainda hesita em apoiá-lo. O problema é que o meio evangélico percebe a falta de autenticidade. Enquanto Jair era visto como uma figura providencial, Flávio parece apenas um político tentando se aproveitar da fé alheia. A questão não é quantas vezes ele se batiza, mas se os evangélicos realmente acreditam nele.