Gastos milionários de 'Dark Horse' revelam luxo em cinebiografia de Bolsonaro
Documentos mostram R$ 1,4 milhão em hotéis e R$ 10 mil em perucas para ator que interpreta ex-presidente
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
Documentos da investigação sobre o caso Master que tiveram o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça detalham gastos da produção do filme 'Dark Horse', cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os registros apontam despesas de mais de R$ 1,4 milhão com hotéis, incluindo R$ 733 mil apenas para hospedagem do ator Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro. Além disso, foram gastos R$ 10 mil com o aluguel de uma peruca para Caviezel e R$ 3 mil em apliques para uma personagem. A produção, citada pela Polícia Federal nas investigações do caso Master, teve gastos detalhados em notas fiscais que incluem hospedagens, gorjetas e até massagens para o elenco e equipe. As despesas foram realizadas entre novembro e dezembro de 2025, período de gravações do filme.
O timing da quebra de sigilo sobre os gastos de 'Dark Horse' não é casual. Com o filme ainda em produção, o STF libera detalhes de despesas que não apenas expõem o luxo da produção, mas também conectam a cinebiografia ao caso Master. O protagonismo de Jim Caviezel, ator conhecido por papéis religiosos e conservadores, não é coincidência. Ele traz uma aura de 'messianismo' ao papel de Bolsonaro, reforçando a narrativa de redenção que o filme parece perseguir. Os gastos milionários com hospedagem e detalhes como massagens e gorjetas sugerem um investimento em glamour que contrasta com a imagem de austeridade que Bolsonaro tentou vender. E enquanto o público se distrai com os valores, a verdadeira questão é: quem financiou o filme? O caso Master aponta para possíveis desvios de recursos públicos, mas o STF ainda mantém sob sigilo as conexões entre os produtores e o esquema investigado.