Israel alerta EUA sobre suposto plano iraniano para assassinar Trump
Informação coincide com escalada militar no Golfo Pérsico e campanha eleitoral de Trump
A inteligência israelense alertou os Estados Unidos sobre um suposto plano do Irã para assassinar o ex-presidente Donald Trump, segundo reportagem do Wall Street Journal. As informações, compartilhadas entre os governos, indicam que o plano seria uma retaliação pelo assassinato do general Qassim Suleimani em 2020, ordenado por Trump durante seu mandato. O Irã já havia prometido vingança pela morte de Suleimani, considerado uma figura-chave no regime iraniano. O alerta ocorre em um momento de tensão crescente na região, com os EUA realizando ataques aéreos contra alvos iranianos pelo terceiro dia consecutivo, após o fim de uma trégua estabelecida em junho. Trump, que atualmente está em campanha para as eleições presidenciais americanas, afirmou publicamente que é 'o número um na lista de alvos' de seus adversários. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também foi informado por Trump sobre operações militares em curso no Golfo Pérsico.
O vazamento estratégico de informações sobre um suposto plano de assassinato contra Trump serve a múltiplos interesses geopolíticos. Para Israel, o alerta reforça a narrativa de que o Irã é uma ameaça existencial, justificando ações militares conjuntas com os EUA na região. O timing coincide com a escalada de ataques americanos contra alvos iranianos e a campanha eleitoral de Trump, que pode usar a ameaça para galvanizar sua base eleitoral. O Irã, por sua vez, tem histórico de retórica inflamada contra Trump, mas um ataque direto contra um ex-presidente americano representaria um risco calculado extremamente alto. A divulgação seletiva pelo WSJ sugere um esforço coordenado para moldar a opinião pública antes de possíveis operações militares mais amplas. Os incentivos convergem para uma narrativa que beneficia tanto o governo Netanyahu, que busca apoio contínuo dos EUA, quanto a campanha de Trump, que pode se apresentar como vítima e herói simultaneamente.