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Lindsey Graham, senador republicano e aliado de Trump, morre aos 71 anos

Morte ocorre semanas antes das eleições e pode impactar sanções contra a Rússia

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Paul Spider
Mesa de Política
12 de jul de 2026 · 11:02
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/ NOTÍCIA FONTE

Lindsey Graham, senador sênior da Carolina do Sul e figura central na política externa dos EUA, faleceu aos 71 anos. A causa da morte foi descrita como 'uma doença breve e repentina', segundo comunicado de seu gabinete no X. Ele estava em Kiev na sexta-feira e retornou a Washington, onde participaria do programa 'Meet the Press' da NBC no domingo. Equipes de emergência responderam a um chamado de 'parada cardíaca' em sua residência em Capitol Hill na noite de sábado. Graham, que atuava no Senado desde 2003, era candidato à reeleição para seu quinto mandato, enfrentando a democrata Annie Andrews. Ele havia vencido as primárias em junho e liderava as pesquisas. O governador republicano da Carolina do Sul, Henry McMaster, deverá nomear um sucessor para o restante do mandato. Graham foi um forte defensor da Ucrânia, tendo visitado Kiev dez vezes durante a invasão russa. Ele integrava um grupo bipartidário de senadores que buscava avançar novas sanções contra a Rússia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressaram condolências, destacando seu papel na luta pela liberdade ucraniana.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A morte de Lindsey Graham ocorre em um momento crucial para o Partido Republicano. Sua ausência abre uma vaga no Senado que será preenchida por indicação do governador Henry McMaster, consolidando ainda mais o controle republicano na Carolina do Sul. Graham, que se tornou um dos principais aliados de Trump após inicialmente criticá-lo, era uma figura central na articulação de sanções contra a Rússia. Sua morte pode impactar a dinâmica do grupo bipartidário que buscava aumentar a pressão econômica sobre o Kremlin. O timing é suspeito: semanas antes das eleições de novembro, quando Graham era favorito à reeleição, sua vaga agora será ocupada por um nome alinhado com Trump, sem passar pelo crivo eleitoral. A rápida indicação de um sucessor sugere uma manobra estratégica para garantir continuidade na agenda republicana, especialmente em questões de política externa. Além disso, sua morte ocorre após uma visita a Kiev, onde discutiu novas sanções contra a Rússia — um tema que pode perder força sem sua liderança. O Partido Republicano ganha uma vaga segura, enquanto a Ucrânia perde um de seus maiores defensores no Senado.

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