Lúcio Maia: O futurismo psicodélico de um guitarrista em constante evolução
No segundo álbum solo, o ex-Nação Zumbi explora texturas atmosféricas entre o dark funk e o cinematográfico
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Lúcio Maia sempre foi mais que o guitarrista da Nação Zumbi. No seu segundo álbum solo, homônimo, ele confirma essa tese com oito faixas instrumentais que transitam entre o futurismo e a psicodelia. Gravado com produção do próprio artista e mixagem de Mario Caldato Jr e Daniel Ganjaman, o disco revela um compositor que domina texturas e atmosferas. 'Fetish motel' mergulha no dark funk cinematográfico, enquanto 'Cogumelo de vidro' explora a psicodelia em diálogo com 'Qítara'. Percussões latinas em 'Brisa leve' e efeitos de guitarra em 'Contorno ausente' mostram um artista que não se contenta com fórmulas. Após dois álbuns como Maquinado e o primeiro solo em 2019, Lúcio Maia consolida uma carreira paralela que é menos sobre virtuosismo técnico e mais sobre paisagens sonoras. O resultado é um álbum que confirma sua posição como um dos mais inventivos guitarristas de sua geração.