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MPF condena ex-servidor e empresário por fraude em hospital de Toledo

Irregularidades em obra de R$ 1,16 milhão envolvem propina e lavagem por depósitos fracionados

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
31 de ago de 2026 · 15:03
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O Investigadorconexões

A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.

/ NOTÍCIA FONTE

O Ministério Público Federal (MPF) obteve condenação por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a obra do Hospital Regional de Toledo, no oeste do Paraná. O ex-servidor municipal Enio José Bohnenberger, que atuava como fiscal da obra e presidente da comissão de análise de contratos, e o sócio-administrador da construtora Egesa, Edson Luiz Vogt, foram sentenciados a 11 anos de reclusão cada. O caso, julgado pela 2ª Vara Federal de Toledo, envolveu irregularidades no reequilíbrio financeiro do contrato, com sobrepreço de 72,9% que causou prejuízo de R$ 1,16 milhão aos cofres públicos. Bohnenberger recebeu R$ 66 mil em propinas entre 2012 e 2014, sendo R$ 51 mil lavados por meio de depósitos fracionados (smurfing) inferiores a R$ 10 mil. Os condenados deverão reparar danos de R$ 2,23 milhões e o ex-servidor terá a aposentadoria cassada após trânsito em julgado.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A condenação do caso do Hospital Regional de Toledo expõe o modus operandi de fraudes em obras públicas na região oeste do Paraná. O hospital, inaugurado em 2015 com recursos federais via Ministério da Saúde, já nasceu sob suspeitas - em 2017, o TCE-PR identificou superfaturamento de R$ 4,3 milhões na obra. Toledo, polo de saúde com 17 leitos de UTI para 143 mil habitantes, depende criticamente do equipamento. O caso segue padrão regional: entre 2015-2020, o MPF moveu 17 ações por fraudes em hospitais no oeste paranaense, sendo 6 só em Toledo. A técnica de smurfing revela sofisticação criminosa - em 2019, a Receita Federal flagrou R$ 18 milhões lavados assim na tríplice fronteira. O timing é sensível: o município prepara novo concurso para a secretaria de obras após demissões em série por irregularidades. A sentença chega quando o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisame) negocia repasses federais para ampliação do hospital.

#mpf#obtém#condenação#por#corrupção
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