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Geopolítica2 MIN

Mulheres conservadoras aproximam ultradireita portuguesa da agenda evangélica brasileira

Novo movimento visa consolidar base eleitoral do Chega com apoio de igrejas evangélicas e oposição ao aborto

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Ron Globe
Mesa Internacional
19 de ago de 2026 · 05:02
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Um novo movimento de mulheres conservadoras será lançado oficialmente em Portugal em novembro, promovendo uma aproximação entre deputadas do partido Chega e figuras da direita brasileira. O objetivo é defender uma agenda centrada na família, no cristianismo e na oposição ao aborto. O pré-lançamento ocorreu em 11 de julho, no Palácio Valenças, em Sintra, com a presença de deputadas do Chega, como Rita Matias, Cláudia Estevão e Madalena Cordeiro, além da deputada federal brasileira Priscila Costa (PL-CE). O encontro também contou com figuras como Teresa Nogueira Pinto, Catarina Nicolau Campos e Rute Sousa, esta última com mais de 108 mil seguidores no Instagram. O movimento tem publicado conteúdos nas redes sociais desde junho, incluindo vídeos de reuniões com deputadas do Chega. A iniciativa ganha relevância pelo papel das igrejas evangélicas no Brasil, que são uma importante base de apoio para a direita e o bolsonarismo. Em Portugal, o Chega tem mantido contatos com comunidades evangélicas, mas ainda não assumiu uma estratégia política específica para esse eleitorado. Segundo o Censo de 2021, cerca de 186 mil pessoas em Portugal se identificam como protestantes evangélicos. O líder do Chega, André Ventura, tem usado o catolicismo como uma das bandeiras de suas campanhas eleitorais.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A criação do Movimento Mulheres Conservadoras Portugal representa uma jogada estratégica para ampliar a base eleitoral do Chega, partido de ultradireita liderado por André Ventura. Ao aproximar-se da direita brasileira, o movimento busca importar o modelo de mobilização política das igrejas evangélicas, que desempenham um papel crucial na sustentação do bolsonarismo no Brasil. Essa aproximação não é casual: o Chega tem buscado diversificar sua influência além do eleitorado católico tradicional, explorando uma possível janela de oportunidade entre os protestantes evangélicos, que somam cerca de 186 mil em Portugal. A inclusão de figuras como a deputada brasileira Priscila Costa e influenciadoras como Rute Sousa sugere uma tentativa de criar uma rede internacional de apoio, combinando conservadorismo político, cristianismo e oposição ao aborto. O timing do lançamento, previsto para novembro, coincide com o período de preparação para futuras eleições, indicando que o movimento pode ser uma peça-chave na estratégia eleitoral do Chega. Ao focar em mulheres conservadoras, o partido busca ampliar seu apelo junto a um segmento da população que pode ser sensível a temas como família e religião, mas que ainda não está totalmente alinhado com a agenda ultradireitista.

#mulheres#aproximam#ultradireita#de#portugal
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