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O futebol diz não: como o plano de Infantino ruiu em cinco dias

Proposta de capital privado nas Copas enfrentou rejeição unânime das grandes confederações e levou à saída de assessores-chave

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B
Ron Ball
Mesa de Esportes
31 de jul de 2026 · 23:02

Para Gianni Infantino, presidente da Fifa, foram cinco dias que mudaram o jogo. Na segunda-feira, ele anunciava um ousado plano de abrir o capital dos principais torneios da entidade, oferecendo US$ 40 milhões para cada federação que apoiasse o projeto. Na sexta, foi obrigado a recuar diante de uma rejeição que uniu até rivais históricos. A Uefa votou pelo boicote às Copas caso a medida fosse adiante. Concacaf e AFC seguiram o mesmo caminho. Dentro da própria Fifa, Kevin Lamour, diretor de operações, admitiu ter sido 'enganado' sobre os detalhes do projeto. Carlos Cordeiro, assessor de Infantino para estratégia global, renunciou ao cargo, chamando a proposta de 'hipoteca do futuro do futebol'. O que parecia uma jogada certeira para financiar campeonatos e fortalecer a base política de Infantino rumo à reeleição em março, transformou-se numa demonstração de força das confederações. A lição foi clara: não se vende o produto mais valioso do esporte sem consultar quem o faz acontecer. Resta saber se Infantino fez uma jogada ruim ou se apenas testou os limites de uma casa que agora conhece melhor.

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