O negócio milionário das pausas para hidratação
No futebol, intervalos técnicos viram oportunidade para emissoras lucrarem com publicidade, mas dividem opiniões entre torcedores e profissionais
O que nasceu como medida de proteção aos atletas virou uma máquina de fazer dinheiro. As pausas para hidratação na Copa do Mundo, que somam quatro minutos e 20 segundos por partida, renderam às emissoras nada menos que oito espaços publicitários extras por jogo. Nos EUA, onde 30 segundos de propaganda podem custar até US$ 750 mil, estima-se que o ganho ultrapasse US$ 250 milhões só com esses intervalos. Enquanto as TVs comemoram, técnicos e jogadores reclamam da quebra de ritmo das partidas, e torcedores expressam seu descontentamento com vaias nos estádios. A Fifa insiste que a medida é essencial para o bem-estar dos atletas, mas os números sugerem que há mais interesses em jogo do que apenas a saúde dos protagonistas.