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Obesidade se torna principal fator de risco à saúde no Brasil

Estudo global aponta mudanças no estilo de vida como causa do aumento do IMC elevado.

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
15 de mai de 2026 · 18:04
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A obesidade ultrapassou a hipertensão como principal fator de risco à saúde no Brasil, segundo o Estudo Global sobre Carga de Doenças, que analisa dados de mais de 200 países. O Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, principal indicador da obesidade, subiu para o topo da lista em 2023, após um aumento de 15,3% no risco atribuído desde 1990. A hipertensão, que liderava o ranking por décadas, agora ocupa o segundo lugar, seguida pela glicemia elevada. O estudo, realizado por milhares de pesquisadores, aponta que mudanças no estilo de vida, como dietas hipercalóricas e sedentarismo, contribuíram para esse cenário. O endocrinologista Alexandre Hohl, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), destaca que a obesidade é uma doença crônica inflamatória e metabólica, que aumenta o risco de diabetes, hipertensão, infarto, AVC e câncer. Apesar do aumento da obesidade, o estudo também registrou quedas significativas em outros fatores de risco, como a poluição particulada do ar (-69,5%) e o tabagismo (-60%).

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A ascensão da obesidade como principal fator de risco à saúde no Brasil reflete mudanças profundas no estilo de vida e na alimentação da população. No oeste do Paraná, região marcada pelo agronegócio e pela cultura de alimentos hipercalóricos, esse cenário ganha contornos específicos. Municípios como Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, onde a produção de grãos e carnes é central, enfrentam desafios crescentes na promoção de hábitos saudáveis. A alta disponibilidade de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo, agravados pela urbanização acelerada, contribuem para o aumento da obesidade. Hospitais regionais, como o HU-Unioeste e o HUOP, têm registrado um crescimento no atendimento de doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e hipertensão. Apesar dos avanços na redução de outros fatores de risco, como o tabagismo, a obesidade emerge como um desafio urgente para as políticas públicas de saúde na região. A convergência de esforços entre prefeituras, instituições de saúde e organizações locais será crucial para enfrentar essa epidemia silenciosa.

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