Paraná registra superávit de US$ 91,8 milhões no comércio exterior em maio
Agronegócio e indústria de transformação impulsionam balança comercial do estado
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
O Paraná registrou superávit de US$ 91,8 milhões na balança comercial em maio de 2023, segundo dados da Fecomércio PR baseados no Comex Stat. A corrente de comércio do estado alcançou US$ 4 bilhões no mês, impulsionada principalmente pelo desempenho das exportações de produtos do agronegócio e da indústria de transformação. O óleo de soja liderou o crescimento, com aumento de 118% em relação ao mesmo período do ano passado. Outros produtos que se destacaram foram coxas e sobrecoxas de galinha (+104,4%), outros pedaços e miudezas de galinha (+93,6%), pasta química de madeira (+72,5%) e soja (+64,3%). No acumulado de janeiro a maio, as exportações paranaenses somaram US$ 9,6 bilhões, com destaque para soja e derivados (US$ 2,8 bilhões), frango e aves (US$ 1,6 bilhão), carne suína (US$ 284 milhões) e milho em grão (US$ 171 milhões).
O superávit de US$ 91,8 milhões do Paraná em maio não é apenas um número positivo, mas um reflexo de estratégias setoriais e geopolíticas bem delineadas. O agronegócio paranaense, especialmente a soja e seus derivados, continua sendo o motor principal, beneficiado pela demanda global por commodities alimentícias e pelos conflitos internacionais que redirecionam fluxos comerciais. O crescimento de 118% no óleo de soja sugere que o estado está aproveitando a cadeia produtiva integrada, desde a produção agrícola até a industrialização, para agregar valor e compensar custos logísticos. A avicultura, outro pilar, mostra resiliência mesmo com os desafios sanitários e de custos de insumos, indicando que o Paraná está consolidando sua posição como exportador de proteínas animais. No entanto, esse desempenho também evidencia uma dependência crítica de setores específicos, o que pode se tornar um ponto de vulnerabilidade em cenários de volatilidade internacional. O timing coincide com a retomada pós-pandemia e com a necessidade de estados brasileiros compensarem perdas fiscais internas através do comércio exterior.