PL lidera distribuição do Fundo Eleitoral com aumento de 229% para 2026
Triplicação de recursos para o Partido Liberal evidencia concentração de poder nas grandes legendas
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, destinado às eleições de 2026, terá uma distribuição significativamente maior para o Partido Liberal (PL). Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PL receberá R$ 881,6 milhões, um valor que triplicou em relação aos R$ 268,1 milhões obtidos em 2022. Este montante representa cerca de 17,7% do total de R$ 4,96 bilhões do fundo. O PL, liderado por Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, será o maior beneficiário, seguido pelo PT, que receberá R$ 615,3 milhões, um aumento de 23% em relação a 2022. Outros partidos que também receberão mais de R$ 400 milhões incluem União Brasil, PSD, PP e MDB. Juntos, esses seis partidos concentrarão 65% do Fundo Eleitoral, deixando os 35% restantes para outras 24 legendas. A distribuição segue critérios estabelecidos pela legislação eleitoral, que beneficia partidos com maior votação e representação parlamentar.
O triplicar dos recursos do Fundo Eleitoral para o PL em 2026 não é mera coincidencia. Trata-se de uma estratégia calculada para fortalecer a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que precisa compensar a falta de apoio empresarial após o STF proibir doações de empresas para campanhas. O aumento expressivo de recursos para o PL reflete um cálculo político de garantir recursos para uma campanha cara, em um cenário onde o PT também aumenta seus recursos em 23%. A concentração de 65% do fundo em seis partidos evidencia um sistema que perpetua o poder das grandes legendas, marginalizando partidos menores e novos. Esta dinâmica não só reforça a estrutura de poder existente, mas também diminui a competitividade eleitoral, favorecendo os já estabelecidos em detrimento da diversidade política.