Polícia apreende 57 kg de maconha na fronteira de Foz do Iguaçu
Droga foi encontrada em malas após perseguição a suspeitos que fugiram pela mata.
Policiais federais e militares apreenderam 57,45 quilos de maconha na madrugada desta quarta-feira (24), em Foz do Iguaçu, durante uma operação de combate ao tráfico na região de fronteira. A ação ocorreu por volta de 00h30, às margens do Rio Paraná, área conhecida pelo intenso movimento de embarcações vindas do Paraguai. Os agentes observaram uma embarcação atravessando o rio do lado paraguaio para o brasileiro, descarregando volumes que foram recebidos por carregadores. Estes seguiram rapidamente por uma trilha em meio à mata, abandonando a carga ao perceberem a aproximação das equipes policiais. Durante as buscas, foram encontradas duas malas contendo tabletes de maconha prensada. A embarcação utilizada para o transporte da droga conseguiu retornar para o Paraguai antes da abordagem. O entorpecente apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde, após pesagem oficial, totalizou 57,45 quilos de maconha. Até o momento, ninguém foi preso.
A apreensão de 57,45 quilos de maconha em Foz do Iguaçu reforça a complexidade do combate ao tráfico de drogas na tríplice fronteira. A região, conhecida por ser um corredor estratégico para o transporte ilícito, enfrenta desafios logísticos e geográficos que facilitam a fuga de suspeitos. A operação ocorrida às margens do Rio Paraná, área de intenso movimento de embarcações, evidencia a necessidade de uma vigilância constante e coordenada entre as forças de segurança. A embarcação utilizada pelos traficantes conseguiu retornar ao Paraguai antes da abordagem, destacando as dificuldades operacionais em uma fronteira fluvial extensa e de difícil monitoramento. A ausência de prisões após a apreensão reflete a complexidade das investigações e a necessidade de estratégias mais eficazes para interceptar e prender os envolvidos. Este caso é mais um capítulo na longa história de combate ao tráfico na região, que demanda não apenas ações policiais, mas também políticas públicas integradas para enfrentar as raízes do problema.