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Queda de homicídios esconde violência estrutural contra grupos vulneráveis

Anuário de Segurança Pública de 2026 revela recorde de feminicídios e aumento de crimes contra negros e LGBT+.

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Paul Spider
Mesa de Política
24 de jul de 2026 · 01:04
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/ NOTÍCIA FONTE

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026 revela dados contraditórios sobre a violência no país. Enquanto a taxa geral de homicídios atingiu o menor patamar em 14 anos, grupos específicos enfrentam um aumento alarmante da violência. Pessoas negras representam 80% das vítimas de homicídios. O número de feminicídios bateu recorde, com quatro mulheres assassinadas por dia em média. A violência contra a população LGBT+ cresceu mais de 35%, embora os casos sejam altamente subnotificados. Crianças e adolescentes também são vítimas frequentes: seis em cada dez casos de estupro envolvem menores de 14 anos, e os registros de bullying e cyberbullying aumentaram quase 70% em um ano. A promotora Lívia Sant'Anna Vaz e o professor Renan Quinalha discutem esses temas no podcast 'O Assunto', apresentado por Natuza Nery. O episódio destaca ainda que o Amapá lidera o aumento de feminicídios, com um salto de 347%, enquanto Santa Catarina apresenta as maiores taxas de ameaças contra mulheres e crimes de racismo.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O Anuário de Segurança Pública de 2026 é um retrato de como a violência no Brasil opera de forma seletiva. Enquanto o governo celebra a queda geral de homicídios, a narrativa oculta uma realidade mais complexa: a violência estrutural que atinge negros, mulheres, LGBT+ e crianças. A queda nos homicídios beneficia a imagem da gestão federal, mas a explosão de feminicídios, crimes raciais e violência LGBT+ expõe falhas graves nas políticas de segurança pública. O Amapá, com aumento de 347% nos feminicídios, e Santa Catarina, líder em crimes de racismo e ameaças, ilustram como a desigualdade regional agrava o problema. Os dados subnotificados sobre violência LGBT+ sugerem que a realidade pode ser ainda pior do que os números apontam. A escolha de Lívia Sant'Anna Vaz e Renan Quinalha como entrevistados não é casual — ambos são vozes críticas que desmontam a narrativa oficial de 'melhora geral'. O timing do anuário, próximo às eleições municipais de 2026, sugere que o governo busca capitalizar politicamente com a queda geral de homicídios, enquanto ignora as violências específicas que continuam crescendo.

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