Revolut avança nos EUA com licença bancária provisória
Fintech britânica supera primeira etapa regulatória para desafiar bancos tradicionais americanos
A fintech britânica Revolut obteve aprovação preliminar do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para operar como banco nos Estados Unidos. A licença, quando plenamente autorizada, permitirá à empresa oferecer serviços bancários completos sem depender de parceiros regulados. A companhia ainda aguarda aval final do OCC e aprovações do FDIC e Federal Reserve para operar permanentemente no país. O CEO Nik Storonsky classificou o passo como fundamental para expansão no maior mercado financeiro global. A Revolut planeja iniciar operações no primeiro semestre de 2027, inicialmente focando em expatriados com serviços multicurrency, seguido por contas correntes, poupança, crédito e stablecoins. A empresa, fundada em 2015 e avaliada em US$ 115 bilhões, considera a etapa crucial após anos de atrasos na licença britânica, obtida apenas em março passado.
A aprovação provisória da Revolut revela um jogo regulatório complexo. O timing coincide com pressão por resultados após a IPO adiada e a necessidade de justificar valuation de US$ 115 bi. Bancos tradicionais americanos têm incentivos para retardar as aprovações finais do FDIC e Fed - cada mês de atraso protege suas margens. A estratégia inicial focada em expatriados sugere concorrência direta com o Wise, enquanto o adiamento de hipotecas evita confronto imediato com grandes players como Chase. O rápido avanço nos EUA contrasta com os 7 anos para licença no Reino Unido, indicando possível barganha regulatória: a Revolut pode ter aceitado limitações operacionais em troca de velocidade. Os reguladores americanos, por sua vez, equilibram inovação financeira com proteção ao sistema bancário tradicional - a licença provisória funciona como campo de testes controlado.