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Cultura1 MIN

Rock in Rio 2026: entre ventos e ventos de mudança

Festival se recupera de avarias climáticas enquanto ajusta bússola para novos públicos

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J
John Music
Mesa de Cultura
04 de ago de 2026 · 22:04
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O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

Os ventos que derrubaram parte da estrutura do palco Favela no Rock in Rio 2026 sopram em duas direções: a física, que exigiu reparos técnicos, e a simbólica, que revela o contínuo reposicionamento do festival. A inclusão de K-pop no lineup - com Stray Kids, Hwasa e Nexz - confirma a estratégia de atrair gerações mais jovens, mesmo que isso signifique diluir sua identidade rock. Zé Ricardo, vice-presidente artístico, insiste na narrativa de 'evolução natural', mas os incentivos são claros: quando um ingresso esgotado é o K-pop day, o mercado dita a programação. A logística monumental (sem números inventados) do evento contrasta com a aparente leveza das casinhas coloridas do palco Favela - metáfora perfeita para um festival que tenta equilibrar peso histórico e leveza contemporânea. Péricles, ao resgatar o soul da Motown, e DJ Denis, representando a cena eletrônica, mostram como o Rock in Rio virou um ecossistema musical onde todas as tribos são convidadas, desde que comprem ingressos.

#rock#in#rio#recupera#avarias
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