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Romance revisita execução de comunista na Argélia por bomba que jamais explodiu

Joseph Andras recria história de Fernand Iveton, o único europeu guilhotinado na guerra de independência argelina

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John Music
Mesa de Cultura
28 de abr de 2026 · 07:15
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O romance 'Amanhã Não Ousarão nos Assassinar', do francês Joseph Andras, mergulha na história de Fernand Iveton, comunista executado em 1957 durante a guerra de independência da Argélia (1954-1962). Iveton, um pied noir nascido na Argélia de pai francês e mãe espanhola, foi guilhotinado após tentar plantar uma bomba em uma usina de gás — artefato programado para explodir em horário desocupado, causando danos materiais, mas nenhuma morte. A bomba sequer detonou, mas Iveton foi torturado, julgado em sessão sumária e executado como exemplo de 'europeu traidor' da França colonial. Andras, que recusou o prêmio Goncourt de primeiro romance em 2016, recria o episódio como metáfora da violência colonial e da luta anticolonial, destacando o paradoxo de um europeu que se aliou à Frente de Libertação Nacional (FLN) para combater o próprio país de origem. A obra, publicada no Brasil pela editora Manjuba, revisita um episódio pouco conhecido da história argelina, onde a guilhotina era tanto instrumento de punição quanto símbolo de um sistema colonial que persistia até dentro dos cárceres.

#romance#narra#execução#de#comunista
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