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Rússia realiza maior exercício nuclear em décadas em meio à escalada com Ucrânia

Manobra mobiliza 64 mil soldados e quase toda a frota estratégica, projetando força após ataques ucranianos.

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Ron Globe
Mesa Internacional
21 de mai de 2026 · 20:02
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A Rússia realizou esta semana um dos maiores exercícios militares nucleares das últimas décadas, mobilizando mais de 64 mil soldados e 7,8 mil equipamentos militares, incluindo 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos, segundo o Ministério da Defesa russo. O exercício, chamado de 'trovão', ocorreu em conjunto com Belarus e envolveu grande parte da tríade nuclear russa: mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e bombardeiros estratégicos. O governo russo justificou a manobra como preparação para uma possível ameaça de agressão. O evento acontece em um momento de escalada de ataques ucranianos com drones contra alvos russos, incluindo um grande ataque em Moscou dois dias antes, que deixou três mortos e 17 feridos. Exercícios semelhantes costumam ocorrer em outubro, mas houve uma exceção em fevereiro de 2022, pouco antes da invasão da Ucrânia.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A realização de um exercício nuclear desta magnitude não é apenas uma demonstração de força militar, mas um cálculo político cuidadosamente cronometrado. O momento escolhido, após o maior ataque ucraniano com drones em Moscou e em meio a uma escalada de hostilidades, sugere que o Kremlin busca projetar uma imagem de invulnerabilidade e dissuasão. A inclusão de Belarus amplia o alcance estratégico da mensagem, sinalizando uma coalizão fortalecida no leste europeu. O fato de mobilizar quase toda a frota de submarinos estratégicos e mais da metade dos lançadores de mísseis indica que a Rússia não está apenas testando sua capacidade operacional, mas também enviando um aviso claro à OTAN e à Ucrânia sobre sua disposição de escalar o conflito se necessário. O exercício também serve para consolidar o apoio interno, reforçando a narrativa de que a Rússia está sob ameaça externa e precisa se defender. A repetição de manobras semelhantes antes da invasão da Ucrânia em 2022 sugere que este pode ser um prelúdio para ações mais ousadas no futuro próximo.

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