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São Paulo registra aumento de 41% em casos de feminicídio

Crime ocorrido em Tremembé reforça tendência de alta na violência contra mulheres.

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
27 de mai de 2026 · 09:03
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A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.

O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

A Polícia Civil de São Paulo investiga o feminicídio de uma mulher de 22 anos no bairro de Tremembé, zona norte da capital paulista. O crime ocorreu na noite da terça-feira (26), quando a vítima foi baleada pelo ex-companheiro, de 52 anos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que policiais militares foram acionados para atender à ocorrência, mas a mulher não resistiu e a morte foi constatada no local. O autor da agressão fugiu após os disparos, e dois celulares foram apreendidos. Ele permanece foragido. O caso foi registrado no 73° Distrito Policial do Jaçanã como feminicídio, violência doméstica e localização/apreensão de objeto. Em todo o estado de São Paulo, os casos de feminicídio aumentaram 41% no primeiro trimestre de 2026, com 86 vítimas, em comparação com 61 casos no mesmo período de 2025. Além disso, os registros de descumprimento de medida protetiva de urgência subiram 31,9%, totalizando 3.020 ocorrências. As agressões físicas contra mulheres também cresceram 7,4%, chegando a 19.249 casos no trimestre.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O aumento dos casos de feminicídio em São Paulo reflete uma crise estrutural que vai além dos números. Apesar da Lei Maria da Penha e das medidas protetivas, a violência contra mulheres continua a crescer, evidenciando falhas na rede de proteção e na efetividade das políticas públicas. O caso ocorrido em Tremembé, bairro da zona norte de São Paulo, ilustra a gravidade do problema: uma jovem de 22 anos foi morta pelo ex-companheiro, que permanece foragido. A alta de 41% nos feminicídios no primeiro trimestre de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior, sugere que as ações preventivas e punitivas não estão sendo suficientes. Além disso, o aumento de 31,9% no descumprimento de medidas protetivas e de 7,4% nas agressões físicas indica um cenário de impunidade e fragilidade institucional. Especialistas apontam que a educação e a conscientização são fundamentais para mudar essa realidade, mas o combate à violência doméstica ainda depende de uma atuação mais eficaz do Estado e da sociedade como um todo.

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