Segurança agride deputada do PT no Rio Grande do Norte; Janja afasta agente
Incidente ocorre em evento sobre violência contra mulheres e gera resposta imediata da primeira-dama.
Um agente de segurança agrediu a deputada estadual do PT do Rio Grande do Norte, Divaneide Basílio, durante um evento do partido em Natal. O incidente ocorreu após a deputada afirmar ter sido atingida por uma porta fechada de forma brusca ao final do encontro, que discutia o combate à violência contra as mulheres e contou com a presença da primeira-dama Janja da Silva. A parlamentar estava acompanhada de uma criança e identificada, mas não sofreu ferimentos graves. Janja afastou o segurança, descrito pelo PT como "agente externo à organização" do evento. Divaneide recebeu apoio da primeira-dama e da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. O diretório estadual do PT afirmou que o episódio foi esclarecido e está superado. Em seu discurso no evento seguinte, a deputada reforçou que mulheres não serão silenciadas nem barradas, especialmente mulheres negras. Janja tem participado de agendas antitemáticas ao feminicídio em vários estados, incluindo Pará e Ceará, como parte de um pacto governamental assinado no início do ano.
O incidente com a deputada Divaneide Basílio ocorre em um momento estratégico para o PT, que busca consolidar sua narrativa de combate à violência contra as mulheres na reta final da campanha de reeleição de Lula. O afastamento imediato do segurança por Janja funciona como uma demonstração pública de alinhamento com a causa feminista, mas também revela uma fragilidade na estrutura de eventos do partido. A escolha de um agente externo para a segurança sugere cortes de custos ou falta de controle sobre a organização dos comitês locais. O episódio pode ser explorado para reforçar a imagem de Janja como defensora dos direitos das mulheres, mas também expõe contradições internas do PT, que prega igualdade de gênero enquanto falha em garantir ambientes seguros em seus próprios eventos. O timing, próximo à eleição, transforma o incidente em uma peça de propaganda política, onde o PT capitaliza o ocorrido para reforçar sua narrativa de necessidade de políticas públicas contra o machismo.