Senador colombiano é atacado a tiros em região conflituosa
Ataque ocorre duas semanas antes das eleições presidenciais e expõe tensões na política de paz.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
O senador colombiano Alexander López, aliado do governo de Gustavo Petro, foi alvo de um ataque a tiros nesta terça-feira (19) na região de Cauca, sudoeste da Colômbia. O veículo oficial de López foi alvejado por mais de dez homens armados, que pararam o carro e levaram um dos seguranças do parlamentar. O ataque ocorreu enquanto López viajava de Popayán para Cali, após participar de um comício do candidato presidencial Iván Cepeda, favorito nas eleições de 31 de maio. O presidente Petro atribuiu o atentado aos dissidentes das Farc liderados por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país. Cauca, região de cultivos de drogas e reduto de grupos armados, já havia sido palco de outros ataques recentes, incluindo um atentado com bomba que matou 21 civis em abril e o sequestro da candidata a vice-presidente Aida Quilcué em fevereiro.
O ataque ao senador López ocorre em um momento crítico: o governo Petro tenta consolidar sua política de paz com grupos armados, enquanto dissidentes das Farc aumentam sua presença no sudoeste do país. López é figura-chave no esquerdismo colombiano, próximo tanto de Petro quanto de Cepeda, herdeiro político do presidente. O timing do ataque, duas semanas antes das eleições, sugere uma estratégia de intimidação eleitoral por parte dos dissidentes, que buscam desestabilizar o processo democrático. A região de Cauca, epicentro do ataque, é estratégica para o narcotráfico e a insurgência, com grupos armados disputando controle territorial. O ataque também expõe a fragilidade da política de paz de Petro, que enfrenta críticas tanto dos dissidentes quanto da oposição de direita, que promete endurecer a repressão aos grupos ilegais.